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Depois de 15 anos de espera, Carla vive a alegria de ser mãe

Carla Adriana Castro, que compartilha seu testemunho com o Viver Para Adorar.

Há histórias que atravessam anos de espera, perguntas, lágrimas e esperança. A história de Carla Adriana Castro é uma delas.

Baiana de Salvador, Carla compartilhou com o Viver Para Adorar uma experiência que marcou profundamente sua vida: durante 15 anos, conviveu com o desejo de ser mãe, passou por tratamentos e ouviu dos médicos sobre as dificuldades que enfrentaria para engravidar. Mas, durante todo esse caminho, algo permaneceu presente em sua história: a fé.

Aos 44 anos, Carla descobriu que estava grávida. Nascia ali um novo capítulo de uma história que ela mesma conta com a espontaneidade, a alegria e a fé que fazem parte de quem ela é.

Nesta entrevista, Carla fala sobre a espera, os tratamentos, suas conversas com Deus, momentos que marcaram sua caminhada e a chegada de Natanael — nome que significa “presente de Deus”.

O vídeo original deste testemunho estreou no canal Viver Para Adorar em 3 de dezembro de 2025. Agora, ele também está disponível aqui em vídeo, áudio e transcrição completa, para que você possa assistir, ouvir ou ler esta história.

A seguir, você encontrará o testemunho de Carla contado por ela mesma.

Assista ao testemunho de Carla

Prefere ler?

Abaixo você encontra a transcrição completa da entrevista com Carla Adriana Castro.

Transcrição completa — Testemunho de Carla Adriana Castro

Quem é Carla

Cléo: Olá, seja muito bem-vindo ao Viver Para Adorar. Aqui nós contamos histórias de vida que venham te inspirar, desafiar e encorajar a conhecer mais a Deus, a crer em Deus, o Deus Todo-Poderoso.

E hoje eu estou aqui com uma pessoa muito querida. Eu estou na cidade de Pelotas, mas a Carla veio de longe para a nossa cidade e veio aqui nos trazer esse sorriso que só ela tem.

Me diz o teu nome e de que cidade tu és?

Carla: Me chamo Carla Adriana Castro. Eu sou baiana de Salvador. Sou soteropolitana.

Cléo: Soteropolitana. Tu vieste de um lugar bem quente para um lugar bem frio. A Carla tem uma alegria, algo realmente que é bem baiano, não é?

Carla: Baiano geralmente é bem alegre, né?

Cléo: Então, seja bem-vinda, Carla, com esse teu sorriso, essa tua alegria. Porque a Igreja de Jesus Cristo é a mesma e, em toda a face da Terra, temos uma família, mas essas nuances são uma joia rara.

Tu sentiste um impacto muito grande de vir aqui para o Rio Grande do Sul?

Carla: Sim. A questão da temperatura, questão também das pessoas, né? Eu acho as pessoas aqui, como diz o baiano, né? Eu achei as pessoas, assim, meio retraídas, porém são receptivas.

Teve um outro dia, quando nós chegamos, a gente saiu no Uber e meu filhinho dizia para o motorista: “Bom dia, tudo bem? Bom dia, bom dia.” E o moço não respondia. Ai, meu Deus!

E ele dizia: “Oi, tudo bem?” E o moço só dirigindo. Aí eu toquei no ombro dele e disse: “Moço, ele tá falando com você.”

Então, isso me chama atenção, né? Até a questão da vizinhança, eles sobem e não cumprimentam. Na Bahia, não. Na Bahia você chega, você não fica perdido. Se tiver que te colocar dentro de casa, eles colocam dentro de casa sem nenhum medo, rapidinho.

Mas aqui, depois que conquista o coração, aí faz toda a diferença, né?

Cléo: É isso. Mais desconfiados.

Carla: É, sempre com o pé atrás. Parece até que é mineiro. Dizem que mineiro que é desconfiado, né?

Cléo: É verdade, é verdade. Eu vim aqui na tua casa e é uma honra estar aqui contigo.

Quem é a Carla? O que Deus fez na tua vida?

Carla: Carla Adriana Castro é uma mulher de Deus, uma mulher perseverante. O ponto que marca mais a minha vida é que eu sou serva, serva e adoradora. Sou esposa, sou mãe de um garotinho de 2 anos e sou feliz. Baiana, né?

Uma caminhada de fé

Cléo: A Carla me contou um testemunho que eu pensei: “Ah, esse testemunho tem que ser compartilhado com todas as pessoas que eu conheço, principalmente algumas mulheres.”

Te converteste com quantos anos, Carla?

Carla: 17.

Cléo: Sempre trabalhaste na igreja?

Carla: Primeiro me converti na Batista. Depois eu comecei como líder de jovens, depois eu fui para líder de mulheres e, depois que eu casei, nós ficamos um tempo como líderes de casais.

Na Batista eu conheci meu esposo, só que meu esposo sempre teve aquela raiz assembleiana, né? Eu também, eu me via. Eu era da Batista, mas eu também me via na Assembleia. Depois nós fomos para a Assembleia, casamos e continuamos nossa estrada.

Hoje a gente tem 22 anos juntos.

O desejo de ser mãe

Cléo: Vocês sempre tiveram o sonho de ter filhos?

Carla: Sim. Nós casamos. Logo no início, eu não queria ter filho. Não! Não que eu não quisesse, tipo assim: vamos dar um tempo.

Porém, eu sempre fui marcada por uma história de infertilidade. Eu tinha a síndrome dos ovários policísticos. Os médicos sempre diziam: “Você vai ter dificuldade para engravidar.”

Só que isso aí não me preocupava. Só que chega um ponto, né, que a gente diz assim: “Não! Eu preciso engravidar”, né? Tá chegando a hora, a gente vê que tá ficando velha, a idade tá chegando.

Só que todo médico que eu ia, eles tentavam fazer o tratamento, só que não viam resultado.

Chegou uma hora que eu disse: “Não! Eu preciso engravidar”, né?

Eu estava, eu acho, com 32 anos e comecei a fazer o tratamento, e o tratamento não respondia. Tomei vários hormônios e os médicos diziam: “Parece que você tomou água, nada responde.”

E chegou uma fase que os médicos descobriram que o meu ovário esquerdo não funcionava. Aí isso, assim, me deu aquela coisa, assim… começou a me preocupar.

Eles disseram realmente assim para mim: “Ó, dificilmente você vai engravidar.”

Só que eu sempre tive uma fé muito aguçada, né? Vamos dizer assim. Sempre cri realmente em Deus.

E eu fiz vários tratamentos, e nada.

Aí, no último tratamento que eu fiz, o médico foi bem enfático, assim, para mim:

“Olha, o seu ovário esquerdo, ele não funciona. Eu creio que você já tá na menopausa. Os seus hormônios não respondem, seus hormônios estão todos baixos.”

E eu saí dali…

Aí, quando ele me falou isso, eu fiquei assim: “Poxa…”

Eu disse: “Doutor…”

E ele disse: “Eu acho que nem você fazendo um tratamento, fazendo uma fertilização, você consegue engravidar. Eu acho que não tem jeito.”

Aí eu disse assim para ele:

“A Bíblia diz que no meio do povo de Deus não há estéril. Eu faço parte desse povo.”

E a Bíblia também fala que eu sou como planta plantada junto aos ribeiros de águas vivas. Mesmo no tempo de sequidão, eu darei o meu fruto no tempo oportuno.

Só que foi uma história marcada, assim, passando por vários médicos, e os médicos todos diziam a mesma coisa.

Eu disse assim:

“Eu preciso chamar a atenção de Deus, porque a medicina diz uma coisa, mas eu preciso chamar a atenção do meu Deus.”

Imagem meramente ilustrativa.

Um enxoval antes da gravidez

Carla: Eu comecei a fazer o quê?

Eu comecei a fazer um enxoval.

Eu disse: “Deus disse que gosta de fé.”

E fé é loucura.

Comecei a comprar roupas. E eu comprava, e eu comprava todo tipo de roupa de bebê. E comprava termômetro de banheira.

E eu comecei a montar o meu enxoval.

Eu já tinha uma caixa enorme cheia de roupas e eu dizia:

“Não! Eu preciso chamar a atenção de Deus porque, assim, pela medicina realmente eu não tinha condições. Só que a última palavra vem do Senhor.”

E eu disse:

“Eu sei que, se eu chamar a atenção do meu Deus, eu sei que Ele vai me responder.”

O grão de mostarda

Da última vez que eu fui no médico, que o médico me falou isso e eu dei essa resposta para ele, uma resposta de fé, eu tava numa campanha de oração na madrugada.

Não era nem para engravidar. Tava numa campanha.

Sempre gostei de orar 3 horas da madrugada.

E nesse dia eu li uma palavra que foi, eu acho que foi, um divisor de águas na minha vida.

É aquela passagem que fala que, se você tiver fé do tamanho de um grão de mostarda, a gente pode dizer aos montes: “Saiam e ergam-se no mar.”

E quando eu li aquela passagem, eu tinha orado e eu li aquela passagem, eu disse assim:

“Gente, a mostarda é a menor semente que existe.”

Aí eu fui no quarto, peguei todo o enxoval, botei em cima da cama. Eu sozinha em casa, e meu esposo trabalhava em uma cidade próxima, só chegava no sábado. Isso era uma sexta-feira.

Eu coloquei tudo em cima da cama e disse:

“Sim, Senhor. Eu sei que o Senhor está aqui. E essa roupa toda aqui? Isso aqui não é um grão de mostarda, aqui são milhares. E aí, o que que o Senhor me diz aqui? Eu tenho fé? Eu tenho fé ou não tenho? Eu tenho fé e o Senhor sabe que eu tenho fé. Então, cumpra a Tua palavra na minha vida.”

E botei aquela roupa toda, né?

E eu pegava assim na roupa e falava com Deus. Era assim como se Deus estivesse ali comigo.

Eu comecei a chorar.

Aí eu disse assim para Deus:

“E sabe o que que eu acho interessante? O Senhor não me diz nada. A minha fé é como se fosse uma fé louca, porque o Senhor não me diz nada.”

Nessa caminhada toda, eu tentei engravidar durante 15 anos.

E nessa caminhada toda, Deus só falou comigo duas vezes. Já foi bem cá no finalzinho.

Uma palavra no Dia das Mães

Quando eu descobri que eu tava grávida, foi no mês de maio.

E em maio do ano anterior, eu tava na igreja e foi Dia das Mães e ninguém ia fazer nada.

Aí eu disse:

“Não, a gente tem que fazer alguma coisa com as mães dessa igreja.”

E naquele dia eu corri, organizei tudo e a gente fez um big café da manhã. E a gente fez lembrança e tudo.

E eu sempre costumo dizer: Deus não fica devendo nada para ninguém. Nada que a gente faz para Deus é em vão.

Não que eu fizesse querendo nada, mas depois eu entendi. Eu disse: “Não foi em vão.”

E naquele dia eu fiz aquele café, né? Junto com as irmãs, chamei as irmãs, organizei, e veio uma pastora de fora pregar.

E eu me lembro que eu tava arrumando a mesa do café da manhã e ela disse:

“Ô, irmã, por favor, fique aqui. Depois você arruma.”

Aí eu fui, me sentei, e aquela mulher pregava muito. E eu senti muito a presença de Deus ali quando ela pregava.

E eu com o olho fechado.

Quando eu tô assim com o olho fechado, eu só senti alguém assim me tocando.

Era ela, né?

Aí ela veio até mim e me tocou no meu ventre e ela disse:

“Olha, mulher, eu vejo o teu útero atrofiado, mas Deus manda te dizer hoje que haverá vida no teu útero.”

E ela disse:

“Eu vejo ele gerando. Você vai gerar.”

Naquele dia eu chorei muito.

O bolo

Passou.

Aí, depois que passou isso, eu fiz mais uma prova com Deus e disse:

“Deus, o Senhor não fala se verdadeiramente o Senhor vai me dar o filho.”

Isso ainda tava na Bahia.

“Se o Senhor vai me dar um filho ou não.”

Teve um sorteio de um bolo na igreja e eu disse:

“Eu vou ganhar esse bolo.”

Teve o sorteio e eu tava ali, muito assim, né? Muito ligada na fé.

Eu disse:

“Não, Deus vai me responder.”

E quando teve o sorteio, quem recebeu o bolo foi uma amiga minha, né?

Aí eu disse:

“É, é verdade.”

Porque eu estava aberta pra vontade de Deus. Porque a resposta de Deus é sim, não, espere, né? E poderia ser o não de Deus.

Eu disse:

“Senhor, a Tua vontade é boa, perfeita e agradável.”

Só que eu fiquei triste, né?

Quando a irmã recebeu o bolo, eu disse:

“Meu Deus, então não. Não vou gerar nada.”

Mas, quando ela recebeu o bolo, ela disse:

“Pastor, posso falar algo? Eu recebi esse bolo, mas Deus mandou eu fazer algo com esse bolo.”

Aí ela pediu o microfone para o pastor. O pastor deu o microfone para ela, que disse:

“Irmã Carla, Deus manda entregar esse bolo para você.”

Rapaz!

Ali era confirmação, né?

E eu levantei daquela cadeira gritando.

Eu disse:

“Meu Deus é fiel!”

E eu peguei aquele bolo.

Cléo: Ninguém sabia de nada?

Carla: Ninguém sabia de nada. Era eu e Deus.

Eu e Deus.

O sonho do marido

Aí passou. Foi quando a gente foi pra outra cidade e eu li, né, essa palavra do grão de mostarda.

Porque, como a palavra diz, a Palavra de Deus se renova, né? Eu já tinha lido várias vezes essa passagem, mas eu nunca tinha visto o poder que ela tem.

Aí foi quando eu falei, né, com Deus. Eu disse:

“Senhor, isso aqui não é fé?”

Eu chorei muito naquela madrugada e eu ainda disse para Deus:

“O Senhor não fala nada, né? O Senhor só falou comigo uma vez.”

E eu me deitei. Dormi por cima daquela roupa, triste, né? Chorosa.

Já tava com 44 anos. O médico já tinha, tipo assim, desenganado:

“Você só tem um ovário que funciona. Esse não responde. A idade não ajuda. Nem que você fizesse uma fertilização… Fique em paz, né?”

O meu esposo falava, e eu fui dormir.

Quando no outro dia ele chegou, já que ele trabalhava na cidade vizinha, eu nunca me esqueço da cena, né?

Ele tirando a mochila das costas, ele ia botando a mochila assim no chão e disse:

“Ah, Carlinha, tenho algo para lhe dizer.”

Aí eu falo:

“O quê?”

Ele disse:

“Eu sonhei essa noite.”

Eu disse:

“Com quê?”

“Eu sonhei que a gente vai ter um filho, um bebê. Agora eu não sei se é menino ou menina. Eu via no meu colo e eu chorava muito.”

Aí eu me lembrei da oração da madrugada, né? Que eu dizia:

“O Senhor não fala comigo.”

Mas Deus foi lá onde ele tava e falou com ele.

Cléo: Somos uma carne só, né?

Carla: Sim.

E depois dessa oração, dois meses, eu tava grávida.

“Eu estava gravidíssima”

Foi quando eu comecei, né, a sentir uns sintomas e tal.

Só que eu era daquelas que queria engravidar, mas eu não ficava naquela paranoia: “Ah, eu tô enjoando, o peito crescendo”, aquelas coisas que a mulher fica, né? Vai escovar o dente, tá enjoando.

Não.

Eu sempre tive aqui minha fé: quando Deus me der, Ele vai me dar e tal.

Só que eu comecei a sentir, né? Os seios ficaram doloridos, eu toda inchada e tal.

E, na última consulta que eu fui, ele tinha passado uns exames para que eu fizesse, acho que uns três meses depois, para eu fazer uma rotina e voltar.

Eu disse:

“Eu vou fazer logo esse exame.”

E eu fui e fiz o exame.

E eu estava gravidíssima.

Cléo: Que sensação, né? A gente dizer, né, que era algo que tu pediste 15 anos…

Carla: Era como se minha mente desse um giro assim. Parece que eu fiquei tonta na hora, sabe?

Eu fiquei:

“Meu Deus, eu tô grávida. Deus!”

Eu fiquei assim, né?

E eu fiquei assim maravilhada.

A parte melhor tá por vir.

O médico que havia dito que ela não engravidaria

E eu fiz o teste ali, deu positivo.

Aí eu fui levar para ele o resultado. O mesmo médico que disse que eu não ia engravidar.

E ele olhou os exames e tal.

Quando ele chegou no Beta, ele disse:

“Carla, você tá grávida?”

Eu disse:

“Sim, sim. Lembra que eu disse ao senhor que no meio do povo de Deus não há estéril? Eu faço parte desse povo.”

Ele:

“Poxa, que fé a sua, né?”

Ele pegou, me passou para fazer uma ultrassom.

Eu fui fazer.

Aí foi junto meu esposo.

Quando o médico que fez a ultrassom, ele disse:

“Ah, você está grávida, né?”

Eu disse:

“É, eu fiz, deu positivo.”

E ele disse:

“É, sua gravidez vai ser tranquila, né? O corpo lúteo foi grande e você ovulou do ovário esquerdo. Olha a cicatriz aqui.”

Aí meu esposo disse assim:

“Não, doutor, mas o ovário esquerdo dela nunca funcionou.”

Ele:

“Ah, não sei, mas agora funcionou. Isso que importa.”

Aí ele mostrou na tela pra gente que, quando a mulher ovula, que o óvulo rompe, né, que sai do ovário, fica aquela cicatriz como se fosse uma feridinha.

E ele mostra a cicatriz no ovário:

“Você ovulou desse ovário.”

Então, o nosso Deus é um Deus que faz a obra por completo. E Ele vai e Ele contraria, né, o que o homem fala.

Porque o homem dizia assim para mim:

“Ó, você não gera mais, né? Você tem 44 anos, seu ovário não funciona, não responde à medicação, você parece que bebe água, nada muda.”

Mas eu sempre tive a minha fé de que quem iria fazer seria Deus.

A gravidez e Natanael

E o que me chama mais atenção é que, na época que eu engravidei, foi na época que eu tava na faculdade.

Eu tava dando justamente a matéria de genética que falava de todas as síndromes, síndrome de Turner, síndrome de Edwards, síndrome de Down, que são síndromes que a mulher pode ter quando tem uma idade avançada.

Só que aí, quando o médico viu que eu tava grávida, falou:

“Carla, só que a gente tem que ter alguns cuidados, né? Você sabe que pode…”

Eu:

“Não, doutor. Aquele que começou a boa obra, Ele é fiel e Ele não vai me dar nada com defeito. Vai ser perfeito, fique tranquilo.”

E engravidei de um menino, Natanael.

Só que eu queria uma menina.

Fiquei assim, sem entender, né?

“Eu te pedi uma menina.”

Porque na minha família só tem menino, né?

E vem um menino.

Mas às vezes a gente não entende, né?

Cléo: Sim. A vontade do Senhor.

“Você queria uma menina, mas Eu queria te dar um profeta”

Carla: Um dia eu orando, foi até no aniversário dele. Eu orando, agradecendo. Foi o primeiro aninho dele.

E eu disse:

“Senhor, eu não vou comemorar um ano dele, né? Isso aqui é um culto de ação de graças pelo que o Senhor fez.”

E eu ouvia nitidamente, assim, no joelho, o Senhor dizia assim para mim:

“Você queria uma menina, mas Eu queria te dar um profeta.”

E Deus me deu, assim, um filho, né? Profeta, meu filho.

Tem hora que eu olho para ele e digo:

“Jesus, eu nem merecia.”

Meu filho tem 2 aninhos.

Tem hora que eu procuro ele, ele tá ajoelhadinho orando, sabia?

Cléo: É?

Carla: E ele diz:

“Mamãe, eu vou orar.”

Meu filho ora quando ele acorda todas as manhãs. Ele só tem 2 anos.

E ele diz:

“Mamãe, abre a janela.”

Aí ele quer que eu abra a cortina, né?

E quando eu abro a cortina, ele diz:

“Bom dia, Deus. Bom dia, Espírito Santo.”

Então, quando eu olho assim, né, para ele, eu digo:

“Grandes coisas fez o Senhor por mim e por isso eu me alegro.”

Então, o nosso Deus é um Deus que nos surpreende sempre.

Sempre, sempre com algo melhor e maior do que poderíamos supor.

Quinze anos de espera

E todos sabiam que eu tinha desejo de gerar.

E às vezes a gente não entende por que demora.

É para servir de testemunho. Para que a glória de Deus… É para que a glória de Deus, para que o nome do Senhor seja glorificado.

Quando as pessoas souberam que eu tava grávida, meu Deus, repercutiu muito.

Primeiro na minha família, porque meus sobrinhos já são todos homens, né? Já são todos. E só tem um que não é casado, mas já tem um que tem filho.

E quando disseram:

“Tia Carla tá grávida!”

E lembra que quando eu falei da festa do Dia das Mães, que Deus usou a irmã para falar comigo?

No outro Dia das Mães eu tava grávida.

Eu descobri que eu tava grávida.

Foi quando eu liguei para eles.

Eles ligaram para mim para me desejar feliz Dia das Mães, porque eles me consideram, né, como mãe.

Aí eu disse:

“Mainha tá aí?”

“Tá.”

“Então faz a chamada de vídeo.”

Eles fizeram a chamada de vídeo. Eu dei feliz Dia das Mães.

Eu disse:

“Mas eu queria dizer uma coisa para vocês. Eu quero que vocês me desejem feliz Dia das Mães, porque eu estou grávida.”

E, menina, foi assim aquela alegria pra minha família, pros amigos.

E eu creio que aumentou a fé de muitos, porque muitos olhavam assim para mim.

“Eu não sou árvore seca”

Teve uma vez que meu tio olhou para mim e disse assim:

“Carla é árvore seca.”

Foi como, assim, uma facada no meu coração, né?

Quando ele falou, mesmo ali com a alma doendo, eu disse:

“Não. Eu sou como planta plantada junto aos ribeiros de águas vivas. No tempo oportuno eu darei o meu fruto.”

Muitas vezes essas palavras vêm justamente para nos desafiar e nos lembrar de declarar a bênção de Deus sobre nós mesmos.

Porque muitas vezes nós declaramos a bênção de Deus sobre tantas pessoas e, sobre nós mesmos, até nos esquecemos.

Mas eu sempre fui uma mulher que orava e dizia assim para Deus:

“Deus, eu quero ser uma mulher referência.”

Hoje eu nem peço mais, porque para ser uma mulher referência custa. O preço é alto, né?

“Ah, você quer ser referência? Então, pera aí. Então eu vou ter que lhe tratar, né? Eu vou ter que tratar sua fé, eu vou ter que tratar o seu caráter, eu vou ter que moldar o seu jeito.”

E nesse período todo eu fui moldada.

Porque nesses 15 anos ali de espera, de busca, de oração, todas as vezes que eu descia e orava e chorava, eu creio que Deus fazia algo novo na minha vida, né?

E até receber esse filho, eu fui bem tratada, bem transformada, para ser hoje a mãe, a mulher e a serva que eu sou, né?

“E se Deus não me der um filho?”

Cléo: O que tu dirias para uma mulher que quer ser mãe hoje e não consegue?

Carla: É possível, né? Porque o nosso Deus é o Deus do impossível, né?

O nosso Deus é um Deus que faz. O nosso Deus é um Deus que opera. O nosso Deus nos surpreende, né?

É porque nós costumamos muito contar a história do outro. A gente conta testemunho de fulano, de ciclano, mas a gente precisa ter as nossas experiências.

Chegou um período na minha vida que eu orava… Eu não tinha coragem de dizer para Deus:

“Deus, se o Senhor me der um filho, o Senhor é Deus. Se o Senhor não me der, o Senhor também é Deus.”

Teve um período que eu colocava:

“Não, eu quero, eu quero, eu quero.”

Mas a gente também precisa entender, né, que Deus é soberano. Ele é acima de tudo.

E teve um dia também, eu achei que isso aí também foi um destravar na minha vida, né?

Nesse dia que eu orei, eu disse:

“Deus, eu vou dizer algo pro Senhor.”

E meu esposo já dizia isso:

“Se Deus me der um filho, Carla, Ele é Deus. Se Ele não me der, Ele também é Deus.”

Aí eu pensei assim:

“Ah, eu não tenho coragem de orar assim.”

Só que um dia eu orando, o Espírito Santo falou ao meu coração.

Ele disse assim:

“Você conseguiu viver todos esses anos sem um filho, mas você conseguiria viver todos esses anos sem a Minha presença?”

E foi aquela voz, assim, soou no meu coração.

E eu comecei a chorar ali no joelho e eu disse:

“Verdade, Senhor. Eu vivi sem um filho e viverei, mas sem a Tua presença não viverei.”

Então:

“Se o Senhor me der um filho, o Senhor é Deus. E se o Senhor também não me der, o Senhor continua sendo Deus.”

Porque o Espírito Santo também queria mostrar isso para mim, né?

Cléo: Sim.

Carla: “Eu sou Deus, independente de Deus te dar um filho ou não.”

E eu me entreguei. Eu me derramei.

Então, como mulher, eu posso dizer assim para você: você quer gerar? Se entregue, né?

Entenda qual é a boa, perfeita, né, a vontade de Deus.

Porque Deus, Ele é. Ele faz. Ele faz. Ele é o Deus Todo-Poderoso.

E o Espírito Santo falou assim comigo, né, orando:

“Sim, você conseguiria viver todo esse tempo sem a Minha presença?”

Não.

“Mas você conseguiu viver sem um filho?”

Eu disse:

“Sim, Senhor.”

Aí eu entendi, né, assim, o que o Espírito Santo queria dizer:

“Sou Eu acima de tudo.”

E é Deus. É Deus que faz. É Deus que opera, né?

Ele é Deus. Ele é maravilhoso.

E eu sempre digo assim:

“Ó, meu Deus…”

Deus e eu… Eu sou apaixonada por Deus.

Paixão, não, porque paixão é algo passageiro, né?

Eu amo o meu Deus.

A fé que Carla ensina ao filho

E essa essência que eu ensino para meu filho, né?

Tenho defeitos? Tenho. Quem não tem? Todos nós temos.

Mas é essa a realidade que eu tento trazer para ele. Assim, para meu esposo também, que já é um homem, é um homem de Deus, né? Sempre foi, desde que eu conheci.

Mas eu sempre… É pro céu que eu vou.

Hoje a gente tá aqui de passagem, né, meu irmão?

Eu vim para aqui com uma missão.

E a missão é pregar que Jesus cura, salva, liberta, faz da estéril mãe de filhos, faz o ovário que não funcionava passar a funcionar, para que o nome Dele seja glorificado.

Cléo: Para que Seu nome seja glorificado.

Para mim é um grande prazer vir aqui entrevistar a Carla, porque quantas mulheres querem ser mães e não conseguem?

Entra em contato conosco, fale aqui nos comentários, conte o seu caso e nós vamos estar conversando com vocês.

Carla: Se você não tem fé, peça a Deus.

Eu sempre fui uma mulher de fé.

A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê, mas a prova daquilo que se espera. Hebreus 11:1.

O meu milagre veio porque eu sempre vivi a Palavra. Eu sempre profetizei a Palavra.

Eu sempre, quando orava a Deus, eu sempre ia voltada na Palavra, porque Deus não volta atrás da Palavra Dele.

Então você, mulher que quer gerar, você que tem o impossível, leia as Escrituras. Tente conhecer quem é o Deus que você serve, que não há impossível pro nosso Deus.

Deus faz.

Não tem fé? Peça, que Ele dá.

Eu sempre pedi:

“Senhor, me dá fé.”

E é tanto que eu fazia um enxoval, né?

Tinha mulheres que, quando eu entrava para comprar as coisas:

“Ô, seu bebê…”

Ela pensava que eu já tava grávida.

Eu dizia:

“Meu Deus, se ela souber que eu não tô grávida, vai dizer que eu sou louca!”

Porque o médico dizia que eu era estéril, não é?

E o bebê tá aí porque é fé, fé.

E Deus honra a nossa fé.

Imagine, eu quis ser mulher referência. Aí, ó! Tá vendo a referência?

Porque as pessoas dizem, né?

“Se aconteceu com ela, acontece comigo.”

Meu Deus!

A gente tem que saber também como ora, viu?

A chegada de Natanael

Cléo: É. 45 anos…

Carla: É brincadeira. 45 anos!

Cléo: Olha só que bênção.

Carla: Contrariou toda a medicina, foi.

Não tive pressão alta, não tive diabetes, não tive nada.

E detalhe, eu sempre dizia:

“Olha, eu vou parir, viu? E no dia que eu for, eu vou bem bonita. Vou parir cesáreo, eu vou sair toda maquiada com a mocinha do lado.”

Mulher, do jeito que eu falei, se cumpriu!

Quando eu fui pro médico, eu disse:

“Doutor, eu quero cesáreo, viu? Porque eu não quero sentir dor.”

Ele olhou assim:

“É sério isso?”

“Gente, é! Não quero sentir dor. Eu quero chegar aqui bem bonita.”

Ele:

“Tá bom, então vamos marcar.”

Eu sei que ele marcou.

Eu pari com 37 semanas.

Um dia antes… Ele nasceu 14 de dezembro.

No dia 13 eu já tava sentindo umas cólicazinhas, né?

Quando eu cheguei lá no dia 14 de manhã, ele disse:

“Carla, você já tá com…”

Acho que era 8 cm de dilatação.

Eu já tava para parir, com a cara mais limpa, aquela colicazinha que parece de menstruação.

Eu:

“Sim, mas o senhor vai fazer cesáreo, né?”

Ele:

“Não é o quê? Vamos fazer.”

E cheguei lá toda bonita, com minha bolsa do lado, com meu vestidão, toda maquiada, ó.

E assim como foi a minha fé, como eu profetizei, aconteceu.

E Natanael tá aí.

Uma bênção.

Um profeta.

E Natanael quer dizer “presente de Deus”, viu?

Cléo: Presente de Deus.

Carla: Exatamente.

É um presente mesmo.

Encerramento

Cléo: Então, Carla, muito obrigada.

Carla: Por nada.

Cléo: Muito obrigada. Te agradeço imensamente.

E o Viver Para Adorar tem mais testemunhos, mais histórias de vida para contar para você.

Um grande abraço e fique com Deus.

Beijo.

Uma história de fé e esperança

A história de Carla Adriana Castro atravessou anos de espera e hoje é compartilhada aqui como parte das histórias de vida que fazem parte do Viver Para Adorar.

Cada história é única. Esta é a história de Carla — contada por ela, a partir daquilo que viveu, sentiu e creu ao longo de sua caminhada.

Aqui existe esperança.

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